Acompanhamento do climatério — Ginecologista nos Jardins

Ondas de calor, sono e humor no climatério, e quando a terapia hormonal entra em pauta.

Climatério é a transição; menopausa é a última menstruação, confirmada depois de doze meses sem menstruar. A Dra. Leila Canever acompanha mulheres nessa fase em consultório nos Jardins, São Paulo.

O que é o acompanhamento do climatério

O acompanhamento do climatério é uma consulta de rotina com outro roteiro. O que a consulta ginecológica anual cobre continua valendo — preventivo, mamas, contracepção enquanto ainda houver risco de gravidez —, e por cima entra o que o climatério pede.

O que a consulta de climatério avalia

A consulta de climatério avalia os sintomas de agora e os riscos que podem aparecer anos depois, especialmente no osso, no coração e no metabolismo.

  • Sintomas vasomotores — calores, suor noturno, palpitação.
  • Sono e humor — insônia, irritabilidade, ansiedade, névoa mental. É a queixa que mais costuma ser atribuída ao cansaço e mais responde a tratamento.
  • Saúde genital e urinária — secura, ardor, dor na relação, urgência, infecção urinária de repetição. Esse conjunto tende a piorar com o tempo, ao contrário dos calores.
  • Osso — densitometria conforme a idade e os fatores de risco.
  • Coração e metabolismo — pressão, colesterol, glicemia, circunferência abdominal. O risco cardiovascular muda de patamar depois da menopausa.
  • Mama — exame clínico e mamografia conforme a idade e o histórico da família.

Como o diagnóstico do climatério é feito

O diagnóstico do climatério é feito pela história, na maior parte dos casos. A mudança do padrão do ciclo somada ao quadro de sintomas costuma bastar, e dosagem hormonal isolada pode confundir mais do que ajudar durante a transição — o FSH oscila muito de um mês para o outro.

Exame de sangue entra por outros motivos: descartar tireoide, avaliar risco metabólico e cumprir o que a terapia hormonal exige antes de começar. Se a menstruação parou antes dos 40, a investigação é outra, e está descrita na página de menopausa precoce.

Opções de tratamento no climatério e na menopausa

Terapia hormonal. Indicada para sintomas incômodos, em quem não tem contraindicação, e com melhor balanço quando começa perto da menopausa. As vias são várias — comprimido, gel, adesivo, implante —, e a escolha depende do que se quer tratar, do histórico e da adesão.

Tratamento local. Para secura e atrofia vaginal existe hormônio de uso local, com absorção mínima, que pode ser usado por quem não faz terapia sistêmica. É o que resolve dor na relação de causa atrófica.

Sem hormônio. Há medicações não hormonais com efeito demonstrado sobre os calores, tratamento para o sono, e o que sono, atividade física e alimentação mudam nessa fase não é pouco. Osteoporose tem tratamento próprio, independente da reposição.

Nada disso é decidido na primeira frase da consulta. A duração da terapia é revista periodicamente, e a decisão de continuar, ajustar ou parar é retomada a cada ano.

Atendimento

A consulta sobre Climatério e menopausa acontece no consultório da Dra. Leila Canever. Atendimento particular, com possibilidade de solicitar reembolso via convênio. Horários disponíveis e orientações de chegada são confirmados pelo WhatsApp antes de agendar.

Av. Nove de Julho, 3624Ed. DGN 360, 11º andar, conj. 113Jardim Paulista, São Paulo — SP — ver no mapa

Perguntas frequentes

Quando começar a acompanhar o climatério?

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Quando o ciclo começa a mudar, e não quando a menstruação para. A transição costuma começar por volta dos 40 e dura anos: intervalos que encurtam ou alongam, fluxo diferente, calor, sono picado, humor instável. Começar cedo dá tempo de tratar sintoma e de cuidar de osso e coração antes.

Preciso fazer exame de sangue para saber se estou na menopausa?

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Na maioria das vezes, não. O diagnóstico dessa fase é clínico, feito pela história do ciclo e dos sintomas, e um FSH isolado pode vir normal em plena transição. Exame de sangue entra para outra coisa: avaliar tireoide, colesterol, glicemia e o que a terapia hormonal exige antes de começar.

O que a consulta avalia além dos calores?

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Sono, humor, memória, libido, secura vaginal, dor na relação, urgência urinária, ganho de peso e dor articular. Junto entram os riscos que sobem nessa fase e não dão sintoma: osso, pressão, colesterol e glicemia. Boa parte do que a paciente atribui à idade tem tratamento.

Terapia hormonal é para todo mundo?

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Não. Ela é indicada para quem tem sintomas incômodos e não tem contraindicação, e começa a ser avaliada caso a caso — trombose prévia, alguns tipos de câncer e doença hepática pesam contra. Quem não pode ou não quer usar hormônio tem alternativas com efeito comprovado sobre os calores.

Existe implante hormonal para a menopausa?

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Existe, e ele é uma das vias possíveis de reposição, não uma categoria à parte. A escolha entre implante, gel, adesivo e comprimido depende do que se quer tratar, do seu histórico e da adesão. Cada via tem vantagem e limite, e isso é conversado antes de qualquer decisão.

Qual a diferença entre climatério e menopausa?

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Climatério é a transição, que pode durar anos; menopausa é a última menstruação, confirmada depois de doze meses sem menstruar. Na maioria das mulheres, a menopausa acontece entre os 45 e os 55 anos. Antes dos 40, o quadro recebe outro nome, insuficiência ovariana prematura, e muda tanto a investigação quanto a conduta.

Existe tratamento local para secura vaginal na menopausa?

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Existe. Para secura e atrofia vaginal há hormônio de uso local, com absorção mínima, que pode ser usado por quem não faz terapia hormonal sistêmica e costuma ser possível mesmo em quem tem restrição ao hormônio sistêmico. É o tratamento que resolve a dor na relação de causa atrófica.

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