Tratamento da incontinência urinária — Ginecologista nos Jardins

Perder urina ao tossir ou antes de chegar ao banheiro tem tratamento, até sem cirurgia.

Perder urina ao tossir, rir, pular, ou não dar tempo de chegar ao banheiro. A Dra. Leila Canever avalia e trata incontinência urinária em consultório nos Jardins, São Paulo.

Por que separar os tipos de incontinência

Porque o tratamento de cada tipo de incontinência é diferente, e tratar o tipo errado não funciona.

De esforço. A perda acontece quando a pressão dentro do abdome sobe: tosse, espirro, riso, corrida, agachamento. O problema é de suporte — a uretra não é sustentada como deveria.

De urgência. A vontade chega de repente e não dá tempo. A bexiga se contrai sozinha, muitas vezes com um gatilho: chegar em casa, ouvir água correndo, sentir frio.

Mista. Os dois juntos, e é a situação mais comum depois de certa idade.

O que aumenta a chance de incontinência urinária

Gestação e parto, sobretudo partos com laceração importante; menopausa, pela atrofia do tecido; peso; tosse crônica; constipação; cirurgias pélvicas anteriores; e prolapso associado.

Nada disso torna a incontinência inevitável. São fatores, não sentenças.

Como se avalia incontinência urinária

A avaliação da incontinência começa por caracterizar a perda: quando acontece, quanto, quantos absorventes por dia, o que você deixou de fazer por causa dela. Um diário miccional de alguns dias — o que bebe, quantas vezes urina, quando perde — vale mais do que parece.

Depois vêm o exame ginecológico, com avaliação do suporte e do assoalho pélvico, e o exame de urina para afastar infecção urinária, que sozinha pode explicar urgência recente. Conforme o caso, entram ultrassom e estudo urodinâmico.

Quando a infecção volta várias vezes no mesmo ano, a investigação passa a ser a descrita em infecção urinária de repetição.

O tratamento clínico da incontinência

O tratamento clínico é o primeiro caminho na maioria das mulheres, e resolve boa parte dos casos:

  • Fisioterapia do assoalho pélvico — o tratamento com melhor evidência para a de esforço. Feita com profissional especializado, porque contrair o músculo certo não é intuitivo.
  • Tratamento da atrofia vaginal — hormônio local melhora o tecido e reduz urgência em quem já passou pela menopausa. Está descrito em saúde íntima.
  • Treino de bexiga e ajuste de hábitos — intervalos programados, revisão de cafeína, álcool e volume de líquido, tratamento da constipação.
  • Medicação — para a de urgência, quando as medidas anteriores não bastam.

Quando a cirurgia para incontinência urinária entra

Quando o tratamento clínico não deu conta, sobretudo na incontinência de esforço, e quando há prolapso associado que também precisa de correção. As vias estão descritas em cirurgia ginecológica.

A ordem importa: operar antes de tratar a atrofia e antes da fisioterapia costuma dar resultado pior do que operar depois.

O que costuma não ser dito sobre incontinência urinária

Muita mulher chega à consulta anos depois de a incontinência começar, e não por desinformação: por vergonha. Enquanto isso, a vida encolhe — sai da corrida, mapeia banheiro, evita viagem longa. Vale trazer o assunto mesmo quando a perda é pequena.

Perguntas frequentes

Perder urina depois do parto é normal?

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É comum nos primeiros meses e costuma melhorar, mas comum não é o mesmo que aceitável para sempre. Perda que continua depois de seis meses merece avaliação e tratamento, e não convivência. Quanto antes se trata o assoalho pélvico, melhor tende a ser a resposta.

Qual a diferença entre perder ao tossir e não dar tempo?

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São dois tipos, e o tratamento é diferente. Perder ao tossir, rir ou pular é incontinência de esforço, ligada ao suporte da uretra. Não dar tempo de chegar ao banheiro é urgência, ligada à contração involuntária da bexiga. Muitas mulheres têm os dois juntos.

Existe tratamento sem cirurgia?

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Existe, e costuma ser o primeiro caminho. Fisioterapia do assoalho pélvico, ajuste da ingestão de líquidos e de cafeína, tratamento da atrofia vaginal, treino de bexiga e, na urgência, medicação específica. A cirurgia entra quando isso não basta, e sobretudo na de esforço.

Fazer exercício de contração resolve?

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Ajuda bastante quando é bem feito, e é aí que mora o problema: boa parte das mulheres contrai o músculo errado sem saber. Por isso o acompanhamento com fisioterapia especializada muda o resultado, e uma orientação genérica de internet costuma não mudar.

Isso é consequência inevitável da idade?

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Não. É mais frequente com a idade, com o número de partos e depois da menopausa, e nada disso torna a perda inevitável nem intratável. Aceitar como destino costuma custar anos de restrição — deixar de correr, mapear banheiros, parar de viajar — que o tratamento evita.

Onde tratar incontinência urinária nos Jardins, em São Paulo?

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A Dra. Leila Canever avalia e trata incontinência urinária em consultório nos Jardins, em São Paulo. A avaliação caracteriza a perda com diário miccional, exame do suporte e do assoalho pélvico e exame de urina. O tratamento clínico vem primeiro: fisioterapia pélvica, tratamento da atrofia vaginal, treino de bexiga e, na urgência, medicação.

Quando a cirurgia de incontinência urinária é indicada?

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A cirurgia de incontinência urinária entra quando o tratamento clínico não deu conta, sobretudo na incontinência de esforço, e quando há prolapso associado que também precisa de correção. A ordem importa: operar antes de tratar a atrofia vaginal e antes da fisioterapia do assoalho pélvico costuma dar resultado pior do que operar depois.

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