Irritabilidade, choro fácil, ansiedade e inchaço nos dias que antecedem a menstruação. A Dra. Leila Canever avalia e trata TPM e TDPM em consultório nos Jardins, São Paulo.
TPM e TDPM são duas coisas
TPM — tensão pré-menstrual. O conjunto de sintomas que aparece na segunda fase do ciclo, depois da ovulação, e melhora com a chegada da menstruação. É muito comum, e o incômodo varia enormemente de mulher para mulher.
TDPM — transtorno disfórico pré-menstrual. A forma grave, em que os sintomas emocionais são intensos o bastante para comprometer trabalho, estudo ou relações. Atinge uma parcela pequena das mulheres, e é frequentemente tratada como exagero — inclusive pela própria paciente.
Sintomas de TPM e TDPM
Emocionais. Irritabilidade, raiva desproporcional, tristeza, choro fácil, ansiedade, sensação de perder o controle, dificuldade de concentração.
Físicos. Mama dolorida, inchaço, dor de cabeça, dor articular, alteração do apetite e do sono, cansaço.
Na TDPM, os emocionais dominam o quadro e o impacto é o critério.
O que confirma o diagnóstico de TPM ou TDPM
O que confirma TPM e TDPM é o padrão, e não a lista. Por isso a consulta costuma começar com uma tarefa: registrar os sintomas todos os dias, por pelo menos dois ciclos completos.
O que se procura nesse registro é uma sequência específica — sintomas que aparecem depois da ovulação, somem alguns dias após o início da menstruação, e deixam uma janela livre até a próxima ovulação.
Se essa janela livre não existe, o quadro é outro. Depressão e ansiedade pioram no período pré-menstrual e podem parecer TPM grave, e o tratamento é diferente. Essa distinção é a razão de o registro valer mais do que qualquer exame.
O que se investiga junto com TPM e TDPM
Tireoide, anemia, qualidade do sono e uso de medicações que afetam o humor — inclusive o próprio anticoncepcional. Não há exame de sangue que diagnostique TPM, e dosagem hormonal na segunda fase não ajuda: os níveis são normais nessa condição.
Tratamento da TPM e do TDPM
Medidas de rotina. Atividade física regular, sono, redução de álcool e de cafeína. Parece pouco e não é: em quadros leves, é o que basta.
Hormonal. Alguns esquemas contraceptivos melhoram bastante, sobretudo os que reduzem ou eliminam o intervalo sem hormônio. Em parte das mulheres, porém, o anticoncepcional piora o humor — e é por isso que a resposta é acompanhada nos primeiros ciclos em vez de presumida. As opções estão em contracepção.
Antidepressivos. Para TDPM, os inibidores de recaptação de serotonina têm boa evidência, e podem ser usados de forma contínua ou apenas na segunda fase do ciclo. Não é sinal de fracasso do tratamento ginecológico: é o tratamento com melhor resposta nesse quadro específico.
Psicoterapia. Soma, sobretudo quando o impacto sobre as relações já se instalou.
Quando procurar sem esperar
Quando os sintomas da TPM ou da TDPM atrapalham o trabalho ou as relações, quando você se reconhece menos nesses dias do que gostaria, ou quando aparecem pensamentos de morte. Este último não espera ciclo nenhum.
