Mioma uterino: avaliação e tratamento nos Jardins, São Paulo
O mioma uterino é o tumor benigno mais comum do útero e, na maioria das mulheres, não dá sintoma nenhum. A Dra. Leila Canever avalia e acompanha mulheres com diagnóstico de mioma em consultório nos Jardins, São Paulo, e o que decide a conduta não é só a existência do mioma: é onde ele está, o tamanho, os sintomas e o desejo de engravidar.
O que é um mioma
O mioma é um nódulo formado pelo próprio músculo da parede do útero. É benigno, cresce sob estímulo hormonal e é muito frequente — muitas mulheres em idade reprodutiva tem pelo menos um, e a maioria descobre por acaso, num ultrassom pedido por outro motivo.
Miomas aparecem sozinhos ou em vários ao mesmo tempo, e o que muda o quadro é a posição de cada um:
- submucoso — cresce para dentro da cavidade do útero. É o que mais sangra e o que mais interfere na tentativa de engravidar, mesmo quando é pequeno;
- intramural — fica na espessura da parede. Aumenta o volume do útero e pode provocar cólica e sensação de peso;
- subseroso — cresce para fora. Costuma dar sintoma só quando fica grande, e aí por pressão sobre a bexiga ou o intestino.
Sinais que costumam levar ao diagnóstico
Muitos miomas são achado de exame, sem sintoma nenhum. Quando dão sintoma, os mais frequentes são:
- menstruação muito volumosa, com coágulos, ou que dura mais dias que o habitual;
- cansaço e falta de ar por anemia, consequência do sangramento repetido;
- cólica e dor ou peso na parte baixa da barriga;
- vontade frequente de urinar, ou dificuldade para esvaziar a bexiga;
- prisão de ventre e desconforto para evacuar;
- aumento do volume da barriga;
- dificuldade para engravidar, ou perdas gestacionais repetidas.
Nenhum desses sintomas é exclusivo do mioma, e é por isso que a investigação não para no ultrassom que encontrou o nódulo.
Como o diagnóstico é feito
A consulta começa pela história do sangramento e da dor, e pelo exame físico ginecológico, que muitas vezes já indica um útero aumentado. A imagem completa o mapa:
- ultrassonografia transvaginal, que localiza cada mioma, mede e diz a relação de cada um com a cavidade do útero;
- ressonância magnética da pelve, quando os miomas são muitos ou grandes, ou quando o planejamento cirúrgico precisa de um mapa mais preciso.
Junto vem a avaliação do hemograma: sangramento volumoso e repetido leva à anemia, e tratar a anemia faz parte do tratamento do mioma.
Quais são os tratamentos
A conduta é montada a partir de três coisas — os sintomas, a posição e o tamanho dos miomas, e o desejo de engravidar. Mioma sem sintoma, em geral, não é tratado.
Acompanhamento. Para quem não tem sintoma, a conduta é reavaliar periodicamente com exame de imagem, sem intervenção.
Tratamento clínico. Reduz o sangramento e a dor, com medicação hormonal ou não hormonal escolhida caso a caso, incluindo o dispositivo intrauterino com hormônio quando o sangramento é o problema principal. Não faz o mioma desaparecer, mas resolve o sintoma de muita gente.
Tratamento cirúrgico. A miomectomia retira os miomas e preserva o útero, e é a escolha habitual de quem ainda pretende engravidar. A histerectomia — a retirada do útero — é uma das alternativas quando os sintomas persistem, os miomas são muitos e a mulher já não pretende mais gestar. Existem ainda técnicas que reduzem o mioma sem retirá-lo, como a embolização das artérias uterinas.
A indicação cirúrgica é discutida na consulta, com o que se espera do procedimento, o que ele não resolve, e o encaminhamento para quem vai realizá-lo.
Quando procurar uma consulta
Se a menstruação ficou muito volumosa, se você tem cansaço sem explicação, se sente peso ou pressão na parte baixa da barriga, ou se um ultrassom encontrou um mioma e ninguém explicou o que aquilo significa, vale conversar. Mioma é comum e benigno na grande maioria dos casos. O ponto é entender qual é o seu e o que ele está, ou não, causando.
