Menopausa e climatério: sintomas e tratamento nos Jardins, São Paulo
Climatério é a transição. Menopausa é a última menstruação, confirmada depois de doze meses sem menstruar. A Dra. Leila Canever acompanha mulheres nessa fase em consultório nos Jardins, São Paulo. A consulta não existe só para nomear uma data: ela olha para sintomas, riscos e rotina.
O que acontece nessa transição
Os ovários reduzem a produção de estrogênio ao longo de vários anos, e não de uma vez. Essa queda irregular é o que produz a fase mais sintomática, que costuma começar antes de a menstruação parar de vez — muitas mulheres procuram a consulta ainda menstruando, e é o momento certo.
A menopausa acontece, na maioria, entre os 45 e os 55 anos. Antes dos 40 recebe outro nome — insuficiência ovariana precoce — e muda tanto a investigação quanto a conduta.
Os sintomas, e por que eles não são só os calores
Os calores são o sintoma mais conhecido, mas raramente vêm sozinhos:
- ondas de calor e suores noturnos, que atrapalham o sono e o trabalho;
- insônia, muitas vezes independente dos calores;
- alterações do humor, irritabilidade e ansiedade;
- ressecamento vaginal, ardência e dor na relação;
- urgência urinária e infecção urinária de repetição;
- queda de libido;
- dores articulares, cansaço e dificuldade de concentração;
- mudança na distribuição de gordura e alteração do perfil de colesterol.
Dois deles merecem destaque porque costumam ser tratados como inevitáveis. O ressecamento vaginal pode piorar com o tempo e tem tratamento local. A perda de massa óssea acelera nos primeiros anos depois da menopausa, em silêncio, por isso a densidade óssea pode entrar no acompanhamento.
Como a avaliação é feita
O diagnóstico do climatério é clínico — a história do ciclo e dos sintomas decide, e a dosagem hormonal isolada costuma não acrescentar em quem está na faixa etária esperada. Ela pesa mais quando os sintomas aparecem cedo, antes dos 45 anos.
O que a consulta avalia, além dos sintomas, é o risco: pressão, glicemia, perfil lipídico, avaliação da tireoide, densitometria óssea quando indicada, e os exames de rastreamento que continuam valendo nessa idade — mamografia e prevenção do câncer de colo do útero. É a parte silenciosa do acompanhamento, e a que sustenta as próximas décadas.
Quais são os tratamentos
Terapia hormonal. Costuma ser uma das opções com melhor resposta para calores e suores noturnos, e também pode proteger o osso. O tipo de hormônio, a dose e a via — comprimido, gel, adesivo, tratamento local — são escolhidos caso a caso, e existem situações em que ela não é indicada. Começar perto da menopausa, e não muitos anos depois, muda o balanço da decisão.
Tratamento não hormonal. Para quem não pode ou não quer usar hormônio, há medicações com efeito sobre os calores, e tratamento local para o ressecamento vaginal com absorção mínima, que costuma ser possível mesmo em quem tem restrição ao hormônio sistêmico.
O que não é medicação. Sono regular, atividade física com componente de força, redução de álcool e cuidado com o cálcio e a vitamina D fazem diferença mensurável nos sintomas e no osso. Entram no plano, e não como conselho solto.
Quando procurar uma consulta
Se o seu ciclo mudou, se o calor e a insônia estão atrapalhando o seu dia, se a relação passou a doer, ou se você quer entender o que fazer antes de os sintomas apertarem, vale conversar. Essa transição pode durar anos, e não precisa ser atravessada no improviso.
