Gestação de alto risco: acompanhamento nos Jardins, São Paulo
Gestação de alto risco é aquela em que alguma condição da mãe ou do bebê pede acompanhamento mais próximo. A Dra. Leila Canever acompanha gestantes nessa situação em consultório nos Jardins, São Paulo. A classificação não é um diagnóstico ruim: é a decisão de olhar com mais frequência.
O que faz uma gestação ser classificada assim
A classificação vem de três lugares, e pode mudar ao longo da gestação — uma gestação de risco habitual pode passar a alto risco no meio do caminho, e o contrário também acontece.
Condições que já existiam antes. Hipertensão, diabetes, doenças da tireoide, doenças autoimunes, trombofilia, obesidade, doenças do coração ou dos rins, cirurgias uterinas anteriores.
Condições que surgem na gestação. Pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, restrição de crescimento do bebê, alterações do líquido amniótico, placenta de inserção baixa, trabalho de parto prematuro, infecções.
História obstétrica anterior. Perdas gestacionais repetidas, prematuridade prévia, pré-eclâmpsia em gestação anterior, bebê que nasceu pequeno para a idade gestacional.
A idade entra como fator, e não como sentença: a partir dos 35, e mais ainda depois dos 40, a frequência de algumas dessas condições sobe.
O que muda no acompanhamento
O que muda é a frequência da vigilância. Na prática, isso pode incluir:
- consultas mais frequentes, com intervalo definido pelo motivo do risco;
- controle de pressão entre as consultas, muitas vezes em casa, com registro;
- exames laboratoriais repetidos ao longo da gestação, e não só nos períodos de rotina;
- ultrassonografias adicionais, para acompanhar o crescimento do bebê e a quantidade de líquido;
- avaliação da vitalidade fetal no terceiro trimestre, quando indicada;
- ajuste de medicação, porque parte dos remédios de uso contínuo precisa ser trocada ou redosada na gestação.
Um ponto que costuma pegar as pacientes de surpresa: quem tem doença crônica deve procurar a consulta antes de engravidar. Boa parte do que reduz risco na gestação — compensar a pressão, ajustar a medicação, iniciar ácido fólico — é feita antes da concepção.
Pré-eclâmpsia, o que ela é e o que se faz
A pré-eclâmpsia é o aumento da pressão arterial depois da vigésima semana, associado ao comprometimento de outros órgãos. É a condição que mais justifica a vigilância próxima, porque evolui em silêncio e os sinais de alarme aparecem tarde.
Procure atendimento sem esperar a próxima consulta se surgir dor de cabeça forte e persistente, alterações na visão como pontos luminosos ou vista embaçada, dor na parte alta da barriga do lado direito, inchaço súbito do rosto e das mãos, ou redução dos movimentos do bebê.
Para quem tem fatores de risco, existe prevenção iniciada no primeiro trimestre, e ela é uma das razões de a primeira consulta ser cedo.
O planejamento do nascimento
Numa gestação de alto risco, a via e o momento do nascimento são decididos pelo motivo do risco e por como a gestação evoluiu, e não por uma regra fixa. Alto risco não significa cesárea obrigatória.
Esse plano é conversado ao longo do terceiro trimestre e revisto quando o quadro muda.
Quando procurar uma consulta
Se você tem uma doença crônica e pensa em engravidar, se já teve pré-eclâmpsia, prematuridade ou perdas repetidas, ou se ouviu numa consulta que a sua gestação é de alto risco e saiu de lá sem entender o que isso muda, vale conversar. A parte mais útil desse acompanhamento costuma ser a que começa cedo.