Endometriose: diagnóstico e tratamento nos Jardins, São Paulo

A endometriose é uma doença crônica em que tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero. Ela pode estar por trás de cólica intensa, dor pélvica e dificuldade para engravidar. A Dra. Leila Canever atende mulheres com suspeita ou com diagnóstico de endometriose em consultório nos Jardins, São Paulo.

O que é a endometriose

O endométrio é a camada que reveste o útero por dentro e descama a cada menstruação. Na endometriose, tecido semelhante a ele se implanta fora do útero — sobre os ovários, os ligamentos que sustentam o útero, o peritônio, e em alguns casos o intestino ou a bexiga. Esse tecido responde às mesmas variações hormonais do ciclo, e a inflamação que se repete mês após mês é o que produz dor e, com o tempo, aderências entre os órgãos da pelve.

É uma doença crônica, e não uma alteração passageira. Isso muda a forma de tratá-la: o objetivo é controlar a inflamação e a dor de maneira sustentada, e não resolver um episódio isolado.

Sinais que costumam levar ao diagnóstico

Cólica menstrual que piora com os anos, atrapalha o trabalho ou os estudos e não cede com analgésico comum é o sinal mais frequente. Além dela:

  • dor pélvica que persiste fora do período menstrual;
  • dor profunda durante ou depois da relação sexual;
  • dor para evacuar ou para urinar, principalmente na menstruação;
  • sangramento intestinal ou urinário no período menstrual;
  • cansaço importante no período menstrual;
  • dificuldade para engravidar após um ano de tentativa.

Nenhum desses sinais sozinho fecha o diagnóstico, e a intensidade da dor não acompanha a extensão da doença: há mulheres com lesões pequenas e dor incapacitante, e o contrário também acontece.

Como o diagnóstico é feito

A investigação começa na consulta, com a história detalhada da dor e do ciclo, e com o exame físico ginecológico. A partir dela é que se escolhe o exame de imagem — e o exame só ajuda quando é pedido com o protocolo certo:

  • ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, que permite mapear lesões profundas e avaliar ovários, ligamentos e intestino;
  • ressonância magnética da pelve com protocolo para endometriose, usada para completar o mapa quando a doença é extensa ou quando se planeja cirurgia.

Um ultrassom transvaginal de rotina, sem preparo e sem protocolo específico, com frequência sai normal em quem tem endometriose. Vale levar essa informação ao pedir o exame.

Quais são os tratamentos

A conduta é montada a partir de três coisas: os sintomas, a extensão da doença e o desejo de engravidar. Não há uma conduta única.

Tratamento clínico. Controla a dor e reduz o estímulo hormonal sobre as lesões, com medicação hormonal escolhida caso a caso e com analgesia adequada. Pode ser o caminho para muitas mulheres, e pode ser mantido por anos, com reavaliação periódica.

Tratamento cirúrgico. Indicado quando a dor persiste apesar do tratamento clínico, quando há comprometimento do intestino ou do trato urinário, quando existe massa ovariana que precisa ser tratada, ou quando a dificuldade para engravidar entra na conta.

Cirurgia por videolaparoscopia

A videolaparoscopia é feita por incisões pequenas, com uma câmera dentro da cavidade abdominal. Em endometriose, a cirurgia consiste em identificar e retirar as lesões e desfazer aderências, preservando o que pode ser preservado — e o planejamento, feito antes com os exames de imagem, é o que determina o que será encontrado e quem mais precisa estar na sala.

A indicação cirúrgica é discutida na consulta, com o que se espera do procedimento, com o que ele não resolve, e com o encaminhamento para quem vai realizá-lo.

Quando procurar uma consulta

Se a cólica atrapalha a sua rotina, se a dor pélvica não passa, se doer durante a relação, ou se já faz um ano que você tenta engravidar sem sucesso, vale investigar. Em muitas histórias, a demora começa quando a dor é tratada por anos como se fosse parte normal da menstruação.

Perguntas frequentes

Cólica muito forte pode ser endometriose?

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Pode. Cólica que piora com os anos, atrapalha o trabalho ou os estudos e não cede com analgésico comum é o sintoma mais frequente da endometriose. Não é o único: dor fora do período menstrual, dor na relação e dor para evacuar durante a menstruação também levantam a suspeita e merecem investigação.

Ultrassom normal descarta endometriose?

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Não descarta. O ultrassom transvaginal de rotina, feito sem preparo intestinal e sem protocolo para endometriose, sai normal com frequência em quem tem a doença. O exame que mapeia lesões profundas é a ultrassonografia transvaginal com preparo, ou a ressonância magnética da pelve com protocolo específico. Vale pedir o exame já com essa indicação.

Endometriose tem cura?

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Não. A endometriose é uma doença crônica, e o tratamento existe para controlar a inflamação e a dor de forma sustentada, não para eliminá-la de uma vez. O acompanhamento é contínuo, com reavaliação periódica ao longo dos anos, e a conduta muda conforme os sintomas e o desejo de engravidar.

Toda endometriose precisa de cirurgia?

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Não. Boa parte das mulheres é acompanhada com tratamento clínico, que controla a dor e reduz o estímulo hormonal sobre as lesões. A cirurgia entra quando os sintomas persistem apesar do tratamento, quando há comprometimento do intestino ou do trato urinário, ou quando existe dificuldade para engravidar.

Quem tem endometriose consegue engravidar?

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Sim, muitas mulheres com endometriose engravidam sem nenhuma intervenção. A doença pode dificultar a gestação, por inflamação pélvica, aderências ou comprometimento dos ovários, e por isso o desejo de engravidar muda a conduta: entra na decisão sobre operar, sobre o momento da cirurgia e sobre encaminhar para reprodução assistida.

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