Dificuldade para engravidar: por onde começar nos Jardins, São Paulo

Quando a gestação não vem, a primeira dúvida costuma ser por onde começar: o que investigar, em que ordem e com que urgência. A Dra. Leila Canever faz a avaliação inicial de casais com dificuldade para engravidar em consultório nos Jardins, São Paulo. Esta página é sobre esse começo.

Quando começar a investigar

A recomendação habitual é procurar avaliação depois de um ano de tentativas, com relações regulares e sem método contraceptivo. A partir dos 35 anos, o prazo cai para seis meses, porque a reserva ovariana diminui e o tempo de espera passa a ter custo próprio.

Alguns quadros justificam procurar antes de qualquer prazo:

  • ciclos irregulares, muito espaçados ou ausentes;
  • endometriose ou adenomiose já diagnosticadas;
  • cólica intensa, dor pélvica ou dor na relação;
  • cirurgia pélvica anterior, ou infecção pélvica prévia;
  • duas ou mais perdas gestacionais;
  • tratamento oncológico anterior, em qualquer um dos dois;
  • alteração conhecida no espermograma.

É uma avaliação do casal, e isso não é formalidade

O fator masculino pode participar, sozinho ou combinado, de parte dos casos. Ainda assim, é comum a investigação começar só pela mulher e o espermograma aparecer meses depois — tempo perdido num assunto em que o tempo é a variável principal.

Por isso a avaliação inicial inclui os dois desde a primeira consulta. O exame que avalia o parceiro é simples e rápido, e um resultado alterado muda toda a sequência da investigação.

O que a investigação inicial cobre

A ovulação. A história do ciclo já diz muito, e as dosagens hormonais completam: avaliação da tireoide, prolactina, e os marcadores de reserva ovariana. Ciclo regular é um bom indício de ovulação, mas não substitui a avaliação.

O útero e as trompas. A ultrassonografia transvaginal avalia o útero, o endométrio e os ovários, e identifica miomas, pólipos e alterações dos ovários. A permeabilidade das trompas é verificada por exame próprio — trompas obstruídas são causa frequente e mudam completamente a conduta.

A avaliação do parceiro. O espermograma é o exame inicial, e a avaliação segue conforme o resultado.

A saúde geral. Sorologias, checagem da imunização, controle de peso, pressão e glicemia, e o ácido fólico iniciado antes da concepção. Essa parte não é burocracia: ela reduz risco na gestação que se está buscando.

O que costuma sair da avaliação inicial

Em alguns casos, a avaliação inicial encontra uma causa tratável — ovulação irregular, alteração da tireoide, um pólipo endometrial, endometriose, uma condição no parceiro. Quando isso acontece, o tratamento segue por esse caminho antes de partir para etapas mais complexas.

Quando a avaliação aponta para reprodução assistida, isso fica explícito, com o motivo, e o encaminhamento é conversado na consulta. Saber cedo qual é o caminho é o principal ganho de fazer a investigação inicial bem feita — inclusive quando a resposta é seguir adiante com outro profissional.

Quando procurar uma consulta

Se faz um ano que vocês tentam, se você tem mais de 35 e faz seis meses, se o seu ciclo é irregular, ou se você quer entender o que investigar antes de começar a tentar, vale conversar. A investigação inicial tem uma ordem, e começar no tempo certo ajuda a não perder meses refazendo perguntas básicas.

Perguntas frequentes

A partir de quanto tempo tentando devo procurar ajuda?

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A referência habitual é um ano de tentativas sem sucesso, com relações regulares e sem contracepção. Depois dos 35 anos esse prazo cai para seis meses, porque o tempo pesa mais. E há situações que justificam procurar antes: ciclos irregulares, endometriose conhecida, cirurgia pélvica prévia ou tratamento oncológico anterior.

Quais exames investigam dificuldade para engravidar?

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A investigação inicial cobre três frentes: se há ovulação, avaliada por dosagens hormonais e pelo acompanhamento do ciclo; como estão o útero e as trompas, por ultrassonografia e por exame que verifica se as trompas estão pérvias; e a avaliação do parceiro. Junto vêm sorologias e a checagem da imunização.

Meu parceiro precisa fazer exames também?

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Precisa, e desde o começo. O fator masculino pode participar da dificuldade para engravidar, e o exame que o avalia costuma ser simples em comparação com boa parte da investigação feminina. Investigar só um lado pode atrasar a resposta em meses, e tempo importa muito nessa avaliação.

Toda dificuldade para engravidar termina em fertilização?

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Não. Boa parte dos casos se resolve com o que a investigação inicial encontra: ovulação irregular que responde a tratamento, alteração da tireoide, um pólipo, uma condição tratável no parceiro. Quando a reprodução assistida é o caminho indicado, isso fica claro na avaliação, e o encaminhamento é conversado na consulta.

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